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	<title>Comments on: nós, os (pretensos) críticos</title>
	<link>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/</link>
	<description>We see into the life of things.</description>
	<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 09:24:28 +0000</pubDate>
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		<title>By: Marlon</title>
		<link>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3201</link>
		<author>Marlon</author>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 21:13:51 +0000</pubDate>
		<guid>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3201</guid>
					<description>Isso me lembrou uma passagem do "Cartas a um jovem poeta", do Rilke, em que ele diz, mais ou menos assim, ao poeta: "Descubra se poderia viver sem escrever, e se não puder, continue escrevendo".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isso me lembrou uma passagem do &#8220;Cartas a um jovem poeta&#8221;, do Rilke, em que ele diz, mais ou menos assim, ao poeta: &#8220;Descubra se poderia viver sem escrever, e se não puder, continue escrevendo&#8221;.</p>
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		<title>By: Lorena</title>
		<link>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3205</link>
		<author>Lorena</author>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 04:24:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3205</guid>
					<description>Quando o Rômulo me falou, mais cedo, no bar, que havia gostado do seu último post, eu imaginei de relance os motivos. Nós dois sabemos que o Rômulo é um chato no que tange a se agradar das coisas. Bem, agora que li o post eu julgo que o Rômulo, ou qualquer outra pessoa de bem, não poderia não ter gostado do texto, pois esse seu texto, Vinícius, é dotado daquela gota de sabedoria que você verte vezenquando, despercebidamente, talvez; aquela gota produzida pela glândula do bom senso ereto e sincero, seco para consigo mesmo, dotado de verdade, lógico.

Há objeções a fazer quanto às coisas que você disse, mas, se assim é, deve-se ao fato de você "ter dito", finalmente!, coisas; logo, são um bom sintoma as objeções que alguém queira fazer.

O que eu objeto nesse texto é o fato de você manter a dicotomia escritor/crítico literário analogamente a brilho/falta de luz, coisa primária/coisa secundária. Ora, eu não acho que crítica seja literatura de segunda mão, eu acho que crítica literária e literatura são coisas completamente diferentes; não são opostas pois não pertencem à mesma reta, entende? Literatura é arte; crítica é ciência. Literatura tem comprometimento com o verossímil e blá blá blá, a crítica com alguma espécie de verdade. Eu arriscaria dizer que a crítica está para a filosofia enquanto a literatura está para o universo. Você ouve dizer por aí, ou ousa dizer você mesmo, que a filosofia é um universo de segunda mão? Ok, a analogia falha por desconsiderar que em crítica/literatura o canal (linguagem) é o mesmo... Mas, ainda assim...

Ser crítico literário é uma profissão, ser escritor é outra. Dizer que um é o outro diminuído é até possível, mas fica no mesmo nível de afirmações como "ser pedreiro é menos prestigioso que ser arquiteto". Depende do seu ponto de vista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o Rômulo me falou, mais cedo, no bar, que havia gostado do seu último post, eu imaginei de relance os motivos. Nós dois sabemos que o Rômulo é um chato no que tange a se agradar das coisas. Bem, agora que li o post eu julgo que o Rômulo, ou qualquer outra pessoa de bem, não poderia não ter gostado do texto, pois esse seu texto, Vinícius, é dotado daquela gota de sabedoria que você verte vezenquando, despercebidamente, talvez; aquela gota produzida pela glândula do bom senso ereto e sincero, seco para consigo mesmo, dotado de verdade, lógico.</p>
<p>Há objeções a fazer quanto às coisas que você disse, mas, se assim é, deve-se ao fato de você &#8220;ter dito&#8221;, finalmente!, coisas; logo, são um bom sintoma as objeções que alguém queira fazer.</p>
<p>O que eu objeto nesse texto é o fato de você manter a dicotomia escritor/crítico literário analogamente a brilho/falta de luz, coisa primária/coisa secundária. Ora, eu não acho que crítica seja literatura de segunda mão, eu acho que crítica literária e literatura são coisas completamente diferentes; não são opostas pois não pertencem à mesma reta, entende? Literatura é arte; crítica é ciência. Literatura tem comprometimento com o verossímil e blá blá blá, a crítica com alguma espécie de verdade. Eu arriscaria dizer que a crítica está para a filosofia enquanto a literatura está para o universo. Você ouve dizer por aí, ou ousa dizer você mesmo, que a filosofia é um universo de segunda mão? Ok, a analogia falha por desconsiderar que em crítica/literatura o canal (linguagem) é o mesmo&#8230; Mas, ainda assim&#8230;</p>
<p>Ser crítico literário é uma profissão, ser escritor é outra. Dizer que um é o outro diminuído é até possível, mas fica no mesmo nível de afirmações como &#8220;ser pedreiro é menos prestigioso que ser arquiteto&#8221;. Depende do seu ponto de vista.</p>
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		<title>By: Marlon</title>
		<link>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3206</link>
		<author>Marlon</author>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 23:26:09 +0000</pubDate>
		<guid>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3206</guid>
					<description>Ainda no Rilke, me deparei hoje com outro trecho conveniente do "Cartas...":

"Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica (...). As coisas estão longe de serem todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte."</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda no Rilke, me deparei hoje com outro trecho conveniente do &#8220;Cartas&#8230;&#8221;:</p>
<p>&#8220;Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica (&#8230;). As coisas estão longe de serem todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte.&#8221;</p>
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				</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3208</link>
		<author>Rômulo</author>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 19:33:19 +0000</pubDate>
		<guid>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3208</guid>
					<description>Só que também é sacanagem reduzir a crítica literária a 'ciência'. Não é todo crítico que pretende ser cientista - aliás, eu arriscaria dizer que só os mais bobinhos pretendem. É justamente para buscar motivações para a atividade crítica que esse tipo de comparação é feita; e é justamente esse tipo de atitude que o Vinícius repudia.

A literatura e a crítica são retas distintas, é verdade, mas elas podem se cruzar às vezes, assim como a literatura e o jornalismo, ou a literatura e o botanismo, ou a literatura e a culinária; arte é uma qualidade um tanto imprevisível.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só que também é sacanagem reduzir a crítica literária a &#8216;ciência&#8217;. Não é todo crítico que pretende ser cientista - aliás, eu arriscaria dizer que só os mais bobinhos pretendem. É justamente para buscar motivações para a atividade crítica que esse tipo de comparação é feita; e é justamente esse tipo de atitude que o Vinícius repudia.</p>
<p>A literatura e a crítica são retas distintas, é verdade, mas elas podem se cruzar às vezes, assim como a literatura e o jornalismo, ou a literatura e o botanismo, ou a literatura e a culinária; arte é uma qualidade um tanto imprevisível.</p>
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		<title>By: Lorena</title>
		<link>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3209</link>
		<author>Lorena</author>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 05:54:38 +0000</pubDate>
		<guid>http://relances.net/2008/02/17/nos-os-pretensos-criticos/#comment-3209</guid>
					<description>Blá-blá-blá, o Rômulo tá sempre certo. Dessa vez, sem ironias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Blá-blá-blá, o Rômulo tá sempre certo. Dessa vez, sem ironias.</p>
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