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rotinas #1

Enquanto passam os dias de rotinas levemente repetidas, um pequeno barco viaja na mente, simulando movimentos; o barco não se move nunca na direção de um destino pré-estabelecido, mas, em meio ao mar, se descobre o destino em si. O barco se considera sempre apenas um projétil, carregando pelo vento a perfeita carga; prefiro o barco levado pelo vento, de enorme mastro que se desdobra em velas monstruosamente costuradas por cordas na madeira-de-lei, matéria-prima da estrutura - e o abaulado casco, refletindo a majestade humana passeando pelo oceano. E é triste - uma bandeira pátria está no topo do navio; depende de suas cores se devemos atacá-la. O peso de um pensamento, o peso de uma enorme nau de nação inimiga.

One Response to “rotinas #1”

  1. on 31 Jan 2008 at 1:38 amLorena

    Difícil comentar esse texto. Acho que não entendi a metáfora; os andamentos da imagem se confundem e contradizem, conferindo aridez à leitura.
    Acho que você deveria tentar usar mais daquela simplicidade que você exala de uma forma alegre e bonita quando critica o José de Alencar ou fala de futebol. Quero dizer que é uma simplicidade - um artifício - de que você dispõe mas não aplica aos seus textos. E eles - os seus textos - ao meu ver carecem disso: óleo nas juntas, leveza, não tantos pontos-e-vírgulas, um barco é uma coisa simples, por mais que seus mastros e velas e alabastros e balaústres (para citar gratuitamente o Pessanha…) sejam enormes e imensos. Porque, mesmo que enormes e imensas, essas coisas também são simples. Quero dizer, não as torture tanto.

    E perdoe-me se esse comentário soar pedante, você sabe que não é a intenção.

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