rotinas #1
Enquanto passam os dias de rotinas levemente repetidas, um pequeno barco viaja na mente, simulando movimentos; o barco não se move nunca na direção de um destino pré-estabelecido, mas, em meio ao mar, se descobre o destino em si. O barco se considera sempre apenas um projétil, carregando pelo vento a perfeita carga; prefiro o barco levado pelo vento, de enorme mastro que se desdobra em velas monstruosamente costuradas por cordas na madeira-de-lei, matéria-prima da estrutura - e o abaulado casco, refletindo a majestade humana passeando pelo oceano. E é triste - uma bandeira pátria está no topo do navio; depende de suas cores se devemos atacá-la. O peso de um pensamento, o peso de uma enorme nau de nação inimiga.
VinÃcius :: Jan.26.2008 :: Partituras :: 1 Comment »
DifÃcil comentar esse texto. Acho que não entendi a metáfora; os andamentos da imagem se confundem e contradizem, conferindo aridez à leitura.
Acho que você deveria tentar usar mais daquela simplicidade que você exala de uma forma alegre e bonita quando critica o José de Alencar ou fala de futebol. Quero dizer que é uma simplicidade - um artifÃcio - de que você dispõe mas não aplica aos seus textos. E eles - os seus textos - ao meu ver carecem disso: óleo nas juntas, leveza, não tantos pontos-e-vÃrgulas, um barco é uma coisa simples, por mais que seus mastros e velas e alabastros e balaústres (para citar gratuitamente o Pessanha…) sejam enormes e imensos. Porque, mesmo que enormes e imensas, essas coisas também são simples. Quero dizer, não as torture tanto.
E perdoe-me se esse comentário soar pedante, você sabe que não é a intenção.