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um ator

Demand me nothing: what you know, you know:
From this time forth I never will speak word.

Quisera eu terminar todas minhas falas não com estes dois versos, mas com o sentimento semelhante ao de Iago ao pronunciá-los. Enquanto Othello se desespera com o crime cometido - matara Desdemona e se suicidaria logo após -, os outros personagens reconhecem em Iago o símbolo do mal, começam a se perguntar sobre as razões para que um alferes tão leal tenha resolvido trair o próprio senhor e induzi-lo ao assassínio. Não há explicação além da mais simples que posso imaginar: é a cena, é a peça que exige de Iago tal perfídia. Ele está na peça, rouba a cena, mas a peça assim lhe fez, e ele assim lhe faz. O fim da peça só poderia ser este: Iago será preso, julgado, enforcado; seu crime marcará o tempo; and nothing more.

Demand me nothing: what you know, you know:
From this time forth I never will speak word.

One Response to “um ator”

  1. on 23 Jan 2008 at 12:21 pmEd

    esses versos são deveras fantásticos. que bom o post, meu velho.

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