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Não deixa de ser irônico o fato de, quando começo a escrever qualquer coisa, sentir muita sede. Não consigo mais conviver comigo mesmo sem uma garrafa de refrigerante na geladeira. Observo que o momento da escrita é sempre muito próximo da seca - então levanto-me e bebo. Irônico pois recorrências como esta, que conjugam corpo e psicologia, são sempre falsas dualidades; afinal a escrita só flui durante o desenrolar de alguma música.
Engraçado, VinÃcius. Comigo acontece a mesmÃssima coisa. Quando estou escrevendo algo, o ponto de partida é sempre um copo bem gelado e, durante a escritura, bebo o dobro de Coca-Cola que estou acostumado a ingerir (o que significa uma quantidade significativa, eu diria “cavalar”, ainda que os cavalos, até onde eu saiba, não bebam Coca-Cola).