Lembro-me
Fazia tempo que eu não escrevia nada aqui, nem em algum outro lugar. Fez pouca diferença. Não padeço da necessidade vital de que falava Rilke de escrever a todo custo - só escrevo quando me é conveniente. Está sendo agora. Falo de mim mesmo em cada linha, não há porque ficar escrevendo todo dia. Pensar é mais gostoso. Dá até para imaginar alguns pensamentos seus escritos; você até tenta escrever poemas, às vezes, com o que você pensa. Balela. Deve haver um daemon que se encarrega somente da escrita dos poemas de todo o universo. O que Rilke achava que era liberdade era escravidão - vice-versa.
VinÃcius :: Nov.02.2007 :: Ludicidades :: 3 Comments »
Engraçado. E é claro que isso que eu acho engraçado e que já vou expor é fruto de minha veia gótico-sentimental-nercissiana. O fato é que este pequenino post, sem intenções literárias, mas com generoso teor de sinceridade-confessionalidade, parece-me a coisa mais agradável que você já escreveu aqui. Isso, porque por trás de tal estado confessional reside um VinÃcius (itálico) em crise (/itálico). Ou ainda, para usar expressão lispectoriana, um VinÃcius que (negrito) está sendo (/negrito).
Aquela nossa conversa eternamente em andamento sobre ser fake trata exatamente disso. Quando você fala a partir da antevisão do que você acha conveniente dizer, só sai balela. Quando se dá o oposto, como agora, eu suponho, ou seja, quando você fala a partir do que está em você e que é impossÃvel ser antevisto e é fruto de nada mais senão do que você é livre das expectativas das pessoas quanto ao que você é (:PPPPP), sai isso: um texto escrito pelo VinÃcius. Um texto que tem VinÃcius nas entrelinhas, não um caldo escroto com gosto de senso-comum.
Você realmente acredita na espontaneidade, Lorena. Bom. Gosto disso.
Finalmente você me provou que estava certa. Está certa. Afinal, você acertou. Este é um problema grave: só confio em quem acerta pelo menos uma vez, mas de modo tão impossÃvel de questionar que evidentemente foi um acerto; se acertou em uma vez, provavelmente acertará no futuro.
Conversemos - isto é o máximo que considero para um comentário aqui.
Hunmn. Oi.
Estou com muito sono, de modo que me não é agora, err, conveniente comentar. Volto pela manhã.
Boa noite.