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Inadequação

Quem olhasse para minha biblioteca particular – pequena, enxuta, mas lida e relida em boa parte – enganaria-se sobremaneira quanto ao meu thinkabout criticism. Olho para o lado: vejo sete livros de Antonio Candido, um de Alfredo Bosi, outro de Lafetá. Junto a eles, Adorno, Benjamin e, meio escondido, Lukács. Um Auerbach meio perdido termina de compor os casos mais imediatos; poderia acrescentar Wellek e outros, mas não faz muito sentido; como viram, a predominância da Escola de Frankfurt hegeliana e seus derivados hegelianos no Brasil é meio sintomática – evidencia onde estudo, qual a orientação de meus professores, mas não diz nada sobre a minha orientação. Não que eu tenha alguma formação sólida, mas Mikhail Bakhtin, Harold Bloom, Samuel Johnson, fariam bem mais sentido em minhas prateleiras – não tenho nenhum livro deles. Pelo menos tenho Alcides Villaça (já falei sobre ele aqui); meu modelo de leitura de poesia.

One Response to “Inadequação”

  1. on 14 Sep 2007 at 3:14 pmEd

    Escola de Frankfurt é um carma na vida do acadêmico brasileiro, né? Mas sabe que eu até gosto? Só não se pode ficar alienado e tal.

    Minha biblioteca também é bastante enxuta, e eu amo, amo. Tu já leu Salambô? Tenho lá uma edição já amarelada, do começo do século passado, que nunca li. Me faz espirrar. E falando em edições velhacas, tenho também uma edição de 1880 d’A Divina Comédia, em espanhol arcaico.

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