utilidade temporária
“Será que alguém realmente acredita que um blog presta para alguma coisa? Eu não acredito. Se escrevo, é mais por esporte.” Tá até aÃ, nada de incomum. Muitas pessoas assinariam embaixo desta frase, mesmo não acreditando. É chique achar-se inútil. Eu não quero ser chique. Se alguém lê o blog, e acha que valeu a pena, provavelmente está enganado: mas não sou eu quem vai provar. A pessoa que leia quantas vezes quiser; em alguma das vezes vai parar de ler isso aqui e correr para os braços de Pablo Neruda ou algo que o valha. E eu, quando for algo que o valha, estarei em livro.
VinÃcius :: Sep.04.2007 :: Naturalismos :: 2 Comments »
Há blogs e blogs. Quem escreve e publica não mais domina. Quem lê reflete ou não como quiser. Sendo assim, creio haver algum sentido.
Considerando assim, Jean, atiro meus mosaicos pela janela, e quem pegar pegou. Não são mais meus. Relendo hoje senti minha presença pairando; um post meio blasé, sugerindo que é melhor ir ler o Neruda a me ler. Mas então, demônios, por que escrevi? Certamente foi uma forma de divulgar (como se precisasse) o Neruda, reclamar da postura blasé de outros cidadãos blogueiros, bastante formatados. Na verdade, escrevi(o, erei) em busca de tentar descobrir exatamente qual é a tal da minha presença - espero que ela esteja muito além do tonzinho blasé.